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POR QUE AS ESCOLAS NÃO EVOLUEM?

Há pouco tempo li um texto de Rubens Alves que falava que o corpo humano, como ele mesmo chamou de hardware humano, não tinha suporte para mentes geniais, mentes que ele nomeou de software.

Isso foi válido para grandes pensadores, filósofos que são referenciais, grandes expoentes da música que sucumbiram a loucura, na os vícios em tempos onde não havia a possibilidade de expansão de seus talentos. Hoje, o mundo girou e as mentes brilhantes continuam aflorando. Elas estão entre nós, nas nossas salas de aula, nos corredores das escolas, povoando seus pátios. São pessoas com possibilidades enormes de amplificação. A escola não consegue enquadra-las mais nos mesmos moldes da escola do século XIX.

A escola precisa aprender a se abrir ao novo e necessário tempo de mudança e transformação. Calendário, planejamento, aulas, aprendizagem, avaliação. Tudo precisa ser urgentemente reformulado.

Os estudantes não querem mais saber de cálculos matemáticos apenas, eles querem criar bancos comunitários. Ele criam aplicativos onde existe doação de tempo ocioso. São de fato seres geniais e convivem conosco – nós professores que temos dificuldade de resignificar os nossos conteúdos. Que não conseguimos sequer dourar a pílula do conhecimento que somos tão orgulhosos de deter.

Precisamos crescer todos. Escola, professores e estudantes!

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ESTUDANTES. AVALIAR PARA QUÊ?

Desde que a estrutura de ensino se configurou em formato de escola, surge um instrumento que serviria para fazer a mensuração de quanto o estudante conseguiu apreender dos conteúdos propostos pelo professor. A avaliação.

O inicio da escola no Brasil,

deu-se por iniciativa jesuítica por volta de 1550 e assumiu ares europeus desde sempre. Passados tantos anos, a escola mudou muito pouco. Aliás, desde a Europa a escola manteve-se fiel a sua concepção hierarquizante, linear e autoritária.

Digo hierarquizante quando refiro-me ao status ocupado pelos integrantes da estrutura escolar. O adjetivo linear refere-se ao percurso estabelecido de ampliação da possibilidade de aprendizagem e proposição dela e o autoritário vem do fato de toda essa estrutura nunca ser questionada de forma ampla e irrestrita.

Assim, dentro desse esquema escolar que perdura até os dias de hoje, onde o ensinar é mais importante que o aprender e o professor considera-se a frente do processo e na maioria das vezes colocando-se de costas para o estudante acreditando ser essa a posição do líder, é que ganha força instrumentos avaliativos classificatórios , excludentes e de mínima utilidade na construção de um conhecimento de fato significativo.

Para que a avaliação passe a ser um mensurador mais fidedigno de aprendizagem, grandes transformações são necessárias no perfil da escola, do professor, do estudante e dos processor. Considero a tarefa árdua, mas extremamente prazerosa para aqueles que acreditam no caráter transformador da educação.

Somos seres capazes de muito. Basta aceitarmos o desafio!

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A SAÚDE DOS EDUCADORES

E temos falado muito sobre adoecimento dos professores. São cids na maioria vinculados aos transtornos psiquiátricos advindos da sobrecarga que representa a ação de remar de forma frequente e constante contra qualquer fluxo. E que fluxo é esse de que falo? A correnteza do século XXI com suas gentes do futuro (para aqueles do século XX), com sua velocidade e superficialidade, com seu aparente individualismo e sua falta de empatia.

Pois eu discordo dessas impressões rasas.

Onde estaria o problema? No cansaço do remar ou no exercício de se manter contra o inevitável?

Ao contrário da grande maioria, sou educadora por achar que somente essa profissão promove instrumental necessário para vivermos bem nesse mundo vertiginosamente em movimento. Sou educadora por que creio que estamos mergulhados num delicioso caldo de transformações. Não existe necessidade de remar e mais do que isso, jamais remar contra. Encontrar nos veios e correntes de fluxo o motor para a gerar a energia necessária para impulsionar esses potentes seres: – O estudante que está dentro das nossas escolas.

O professor adoece por continuar se colocando no centro do processo, controlador de todas as ações e detentor de saber absoluto e linear. Não compreendeu ainda o movimento do mundo e do Ser Humano. Esse é o status quo da transição e do caos para eclosão de um momento melhor – essa é a única certeza que eu me permito e de resto eu fico com as dúvidas.

A dúvida de equalizar a interface perfeita com esse Novo Ser que convive nas nossas escolas e que é melhor do que eu. Sabe mais desse mundo novo do que eu. No fim das contas, eu Educadora, continuo aprendente. Tenho que aprender com esse estudante, como ser um bom educador. E nunca, nunca remar contra o fluxo.

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