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NÃO É SOMENTE UMA TELA….

Quando criança,

lembro-me, nos anos finais do fundamental I, que na sala em que estudava, foi feito, por nossa turma, uma cortina de panos de pratos. Cada estudante realizou um desenho em seu pano de prato e depois unimos as artes criando a cortina. Aquela lembrança nunca saiu da memória, perdurou. Em muitas aulas na época eu me desconectava do contexto proporcionando imaginação, pensamento abstrato dentre outras coisas.

Ao “passar para detrás do balcão” conforme o ditado, como educador, me deparei com salas tanto de prefeitura quanto de estado e até particulares em tons pastéis, aquele bege de tinta óleo que lembra mingau persegue os muros escolares e proporciona nada além do vazio. Havia salas com poucas janelas e as cadeiras dos estudantes ficavam mais para a porta, junto ao desejo de evasão. Havia salas próximas a quadra e as cadeiras dos estudantes ficavam para trás, para ver a brincadeira de outras salas na quadra.

Em uma determinada escola havia uma sala que ficava como se fosse um sobrado. Era o 8º D. Nela se encontrava os lideres do Bullying, as meninas mais influenciadoras e dois ou três estudantes geniais. A sala não tinha nada de diferente, era o padrão público, até a janela que abre só metade do vidro estava presente. Mais havia um detalhe específico. A janela era no fundo da sala. E proporcionava a visão de toda a escola de cima. Proporcionava a visão das árvores e um pedacinho da cidade. Pois a escola ficava em um morro bem alto. Subi-lo às 6:30h da manhã para dar aula de advérbio era quase um suplício. Nessa sala habitava uma tez diferente. Os estudantes olhavam o horizonte… se levantavam e iam até a grande para olhar a escola, assim como ato automático. Eles e elas eram diferentes dos outros estudantes da escola, quando viam algo, falavam lá de cima. Quando o diretor saia da sua sala, a sala já sabia. Havia toda uma dinâmica diferente, e para fechar a sala ainda era a mais perto do portão de saída, e quando havia algo na escola a sala em peso já estava na porta.

Sai do universo escolar e me tornei redator. Nas agências há adesivos, conceitos de marca, desenhos e todo o processo criativo, mas nada era igual ao 8º D. Nada expressava o dinamismo que a visão de um horizonte proporciona ao ser humano.

Ao entrar pela primeira vez em uma sala do Projeto Conexões recordei de imediato do 8º D. Ali havia diferentes realidades impressas em uma sala. Havia o canto da matemática com telas de geometria, um autor literário e uma tela com um desenho natural.

E o horizonte se abriu outra vez.

O que um estudante precisa ver? O muro bege que o leva a lugar nenhum? Diferentes imagens transportam a pessoa para diferentes sensações que possibilitam um novo olhar para si e para o universo ao seu redor. Essa é a essência do projeto. Gerar possibilidades.

Em comparação com o pano de prato e as telas há uma diferença sutil: o direcionamento das atividades com as HABILIDADES DA BNCC. Desenhos são desenhos. O horizonte no 8º D era bonito para mim como educador e moldado por minhas experiências e percepções. Nem todo educar que subia naquela sala via o que eu via. Nesse ponto, o direcionamento das atividades pautadas na BNCC e em uma pedagogia que ilustre e proporcione ao estudante um contato multifacetado com os estímulos visuais, cenestésicos e auditivos dimensiona o Projeto Conexões em uma atividade Multidisciplinar que extrapola o universo escolar.

Dessa forma, perceba que não é só uma tela…. é o horizonte no 8º D, é o grito de liberdade da parede bege, é a possibilidade da imaginação navegar nas águas do infinito e encontrar diferentes conexões.

VER VAI MUITO MAIS ALÉM QUE UMA SIMPLES SALA, VER É ENXERGAR HORIZONTES
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CHEGOU O FIM DE ANO? E AGORA?

Mais uma ano se passou… último bimestre e o que fica apenas são as lembranças de aulas que não se concretizaram, planejamentos que não fluíram, habilidades da BNCC que não foram aplicadas? Será?

Em comparação com outras áreas de trabalho, lecionar possui uma dinâmica particular: o educador sabe que tem um ano pra concluir o seu trabalho, que no caso é o estudante, tem um ano para trabalhar diversas habilidades da BNCC, cumprir os prazos das Avaliações ou Simulados Específicos, seguir os conteúdos do currículo do ano e isso vai além, em média mais de 20 pessoas por turma ou conteúdo vezes a quantidade de salas. Sim, se o educador enxergar cada ser humano como um diamante terá uma centena de joias para lapidar. E sem tempo, se frustra quando chega dezembro e se depara com notas baixas, comportamentos de esquiva, desmotivação com o fechamento do ano e ânsia dos estudantes por fim de aulas.

Pense e reflita:

Você faz um desenho em um caderno e, se não gostar, rasga. Você conserta um carro e se não der certo troca a peça. Ou até o carro inteiro. E o estudante? Vai trocar de escola? Pra outra que tem estudantes? Vai escolher outra sala?

Pois é, enxergar que professor é depressivo, é desmotivado é fácil, falar então….mais ainda.

Porém pense que nesse fim de ano agora muitos educadores verão seus frutos e “desenhos” de um ano se desmancharem…e os que virarão murais serão, talvez, o que os farão aceitar mais um ano que começará em Janeiro, mais um diamante, mais um desenho.

Então, deseja-se que cada educador veja que seu trabalho tem importância, por mais que pareça um rio seco, sim tem importância, pois de uma flor, pode sair um aroma que encantará multidões.

Acredite, é possível. Com planejamento, com consciência do valor do entendimento das habilidades, do Papel do Educador do Século XXI, do Estudante protagonista é possível sim.

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